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Vinho & Vida: A arte em harmonizar

6 ago

O fundamental na arte em harmonizar vinho e comida é o equilíbrio entre ambos ; um não deve se sobrepor ao outro.  E quando se trata de celebrar uma data importante, você se (pré) ocupa em harmonizar esse momento também?

Há uma semana de comemorar meu aniversário, não sabia exatamente onde iríamos .  Os lugares que eu havia pré-selecionado não se encaixavam com a sensação que eu tinha em mente.  Afinal,  aniversário não é apenas uma mudança de idade mas a comemoração da nossa vida, sobretudo, o início de um novo ano pessoal.  aqui comento mais sobre isso 

Pensei em um ambiente familiar, um lugar que me trouxesse boas lembranças, como por exemplo os restaurantes que eu costumava frequentar com meus pais, não necessariamente os mesmos.  Um ambiente bonito e sofisticado, agradável e tranquilo onde pudéssemos conversar a vontade sem ser incomodados pela mesa ao lado.  Quando pensava nisso sentia a harmonia e sintonia entre mim e meus convidados que sentados em volta de uma mesa, ampla e redonda, aproveitávamos esse momento especial.   Não há nada de errado em visualizar, certo? 🙂

Na manhã seguinte acordei com uma forte intuição.  Ter identificado o lugar para comemorar meu aniversário, me deixou ainda mais animada.   Ao acessar a página do restaurante gostei do que vi: menu, ambiente, decoração, localização…tudo perfeito para aquele momento.  Reserva para sábado à noite!

Manhã do meu aniversário.  Depois daquele curto e intenso período de inverno o sol apareceu para iluminar o dia.  E que dia maravilhoso!  Me senti como quando criança, aguardando ansiosamente para a data chegar.

Era noite quando saímos de casa a caminho do restaurante.  Coincidência ou não passamos em frente à igreja onde meus pais se casaram.  Aproveitei para mostrá-la aos meus filhos.  Minha mãe, que estava conosco, comentou sobre a primeira casa que eles moraram, ali, no mesmo bairro, na mesma rua do restaurante.   Sugeri após o jantar passar em frente a casa.  Em poucos minutos entramos na Rua General Mena Barreto, uma rua arborizada, tranquila e charmosa.  Ao diminuir a velocidade do carro, minha mãe imediatamente identificou a casa.  Apontando para o local, notei que a tal casa ficava exatamente onde hoje existe o restaurante, e que, intuitivamente escolhi.

Entrar pelo antigo espaço da “varanda” e que agora abriga o bar do restaurante, foi surreal.  Caminhar pela “sala de estar” transformada no salão principal e, imaginar o janelão de vidro no atual espaço do jardim interno, enquanto minha mãe descrevia cada detalhe do lugar, foi incrível.  Fomos levados à nossa mesa, detalhe…redonda, ampla e muito bem localizada.

Tivemos uma noite especial.  Tudo estava em perfeita harmonia, nada fora do lugar.  Definitivamente, uma comemoração para ser brindada e sempre lembrada.

Aprendi com essa experiência o quanto podemos ser intuitivos.  Seja a partir de uma sensação (como essa que eu tive), de um pensamento ou de um insight.  A questão é harmonizar, encontrar o equilíbrio entre todas as coisas.    

E você, tem dado atenção para o que o seu corpo e mente estão tentando lhe dizer? Deixe um comentário no blog para que eu conheça a sua experiência.

Beijos!

* imagem: tirada na noite do jantar

Uma “cena” com aspargos

13 jul

Cozinhar com tranquilidade é um prazer.   Tudo flui melhor. 

Uma noite dessas, resolvi me aventurar na cozinha.  Queria criar algo que combinasse com uma noite fria de inverno, mas que fosse leve e fácil de preparar.   Enquanto meu marido se encarregava do vinho e da seleção musical – um jazz contemporâneo -, busquei no armário da cozinha, no canto superior esquerdo,  um vidro de aspargos em conserva que eu tinha comprado há dias; mas com o corre-corre, ficou esquecido ali.

Coloquei tudo em cima da mesa: um saquinho de creme de aspargos – para dar mais consistência à receita -, uma cebola media, manteiga, uma latinha de creme de leite light (poderia ser fresco, também), um pouco de salsinha desidratada, 400ml de leite semi-desnatado  e um vidro de aspargos.  

O silêncio lá fora, imperava.   Parecia que o bairro todo estava de férias (!).  Mas como não dá para evitar a Lei de Murphy…precisei usar o liquidificador por alguns minutos intermináveis, para misturar duas xícaras de aspargos cortados, junto com o leite.  Feito isso, numa panela, dourei a cebola picada com manteiga e um pouco de azeite.  Em seguida misturei 200ml de água com a sopa de saquinho, mexendo sem parar.  Optei em usar essa sopa em vez de utilizar o caldo em cubinhos e a farinha de trigo.  Depois, na mesma panela, acrescentei os ingredientes que estavam no liquidificador.  Após ferver, abaixei o fogo e deixei cozinhar por mais cinco minutinhos.

Com uma vida tão corrida – filhos, trabalho, família, problemas, compromissos, estudo…é preciso criar momentos para o casal.  Sem esses espaços, é praticamente impossível manter uma relação equilibrada.  Criar um jantar, é só um exemplo; há outras maneiras de se “regar a plantinha”.

Passados cinco minutos finais, desliguei o fogo;  misturei alguns pedacinhos pequenos de aspargos, um pouquinho de salsinha desidratada; o creme de leite mexendo sempre...

Como acompanhamento acrescentei croutons: pedacinhos de pão, regados com azeite, orégano e parmesão, deixados por alguns minutinhos no forno.

Uma mesa bem posta, o creme de aspargos, um saboroso vinho, música suave… um ambiente aconchegante para os protagonistas da cena: o casal. 

“Uma receita é apenas um tema, o qual um cozinheiro hábil brinca com suas variações” – Madame Benoit

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