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Vida: verdade ou falsa realidade?

17 jul

As pessoas estão cada vez mais interessadas na superficialidade das coisas. E menos motivadas em aprimorar-se, em trabalhar o seu verdadeiro eu.  Abandonando a si mesmas, se veem projetadas na mídia por meio de pessoas semelhantes a elas, que encontraram no ciberespaço um lugar para exibir seu vazio existencial.

Era tarde.  Jeans, sapatilha e camiseta foi o “Look do dia”[sic] (se é que isso tem alguma importância).  Estacionei o carro em frente ao imponente edifício onde estava minha filha, que mais parecia uma fortaleza com seus altos muros.   Do lado de fora, eu podia apenas ouvir a música da balada.   As tentativas de me comunicar via celular foram em vão…  Ao me aproximar da minha filhota, que ainda não tinha notado minha presença, percebi olhares curiosos de algumas meninas.  Após as devidas apresentações ouvi alguém dizer: sua mãe é perfeita!  

De onde vem isso?

Uma avalanche de blogs focados na imagem da mulher perfeita, sem problemas, sempre impecável e bem vestida – com pouco ou nada a dizer -, tem ocupado uma parte significativa da blogosfera.   No outro extremo surgem blogueiras que se valem do despreparo de outras blogueiras para ridicularizá-las e menosprezá-las. Talvez essa seja a pior maneira de “contribuir” para o desenvolvimento positivo dessa plataforma tão aberta e dinâmica que são os blogs.  Acompanhar essa falsa realidade pode dar a sensação – momentânea – de um bálsamo que “alivia” as imperfeições da vida.  Mas quem é perfeito?

Definitivamente, a vida não se resume em escolher a melhor composição para o “Look do dia”, nem em anunciar o restaurante que estamos, muito menos em fotografar a refeição enquanto esfria no prato.  Quando vejo isso, a sensação é de estar vivendo a celebrização do banal.  Aliás, Leopoldo Pisanello, interpretado por Roberto Benigni no filme de Woody Allen: Para Roma com Amor, faz uma “crítica às convenções de consumo, e das celebridades instantâneas que não tem nada a dizer, nem mesmo um talento considerável para a fama.”    

O movimento

Há um movimento surgindo nos Estados Unidos, sobre honestidade e autenticidade, que vem transformando a blogosfera.  Esse movimento está modificando a forma como as blogueiras escrevem e interagem com seu público.  Intitulado “Things I´m Afraid to Tell You” (Coisas que tenho medo de contar) sugere uma maior transparência e menos perfeição com seus leitores.   Essa síndrome de parecer perfeita o tempo todo, além de passar uma mensagem desconectada com a realidade, tem provocado desconforto no público que acompanha esses blogs.  Mostrar parte da vida e não o todo, ao invés de inspirar e motivar, pode dar margem a sentimentos negativos e de inadequação, para dizer o mínimo.

O TIATTY (iniciais do movimento “Things I´m Afraid to Tell You”) começou quando a blogueira, Jess Constable do Blog Make Unde My Life, postou uma foto de biquíni exibindo uma barriga sarada, de dar inveja.  Evidentemente, o post recebeu milhares de comentários favoráveis.  Essa repercussão a deixou tão mal porque embora tudo tivesse contribuido para que a imagem parecesse “perfeita” naquele momento (iluminação, sol, pose, corte da foto…) faltava o principal: a verdade!  No dia seguinte, ela escreveu um post em desabafo, com o título: Things I´m Afraind to Tell You, revelando uma lista de coisas que a faziam não ser tão perfeita assim: inseguranças, imperfeições, medos e a necessidade de aprovação.  Inclusive, postou uma segunda fotografia tirada no mesmo dia que a primeira foto, dessa vez, com a barriga “normal”.  A partir desse desabafo outras blogueiras se uniram ao movimento, mostrando que nem sempre a realidade condiz com o mundo cor-de-rosa apresentado por elas. Jess finaliza o post: “se você anda se maltratando por ter uma vida aparentemente com algumas imperfeições, esse é o momento de buscar o seu verdadeiro Eu”.

Equilíbrio

Para ser feliz não é preciso buscar a perfeição, mas o equilíbrio.

Quando se busca uma (suposta) segurança nas coisas externas, somos levadas pelo ego a comprar uma falsa ideia de controle.  E assim preenchemos a vida com coisas que achamos que nos trarão segurança, mas, na realidade estamos apenas ocupando esse espaço com coisas que não irão preencher verdadeiramente nossas vidas.

Olhando de fora as coisas podem até “parecer” maravilhosas.  Porém, ideias pré-concebidas de quem você deveria ser, como se portar ou como deve ser a vida de tal blogueira, são ideias que nos impedem de viver uma vida autêntica.   Portanto, é preciso assumir uma postura de auto-aceitação tão forte, que não será necessário procurar em ninguém ou em qualquer coisa um apoio.

 Permita-se assumir a sua verdadeira identidade abrindo mão daquilo que você acha que é a sua verdadeira identidade.  Não seja a sombra de ninguém.  Somos muito melhores sendo nós mesmas, com nossos defeitos e virtudes. 

Seja você mesma.  Estou falando de ser você, autenticamente.  Aquela parte de você que conhece a SUA verdade, que deseja ter uma vida preenchida por valores reais.  Aquela parte de você que está buscando um espaço para aprimorar-se e expressar-se verdadeiramente.  

Talvez essa seja a maior decisão que podemos tomar na vida.  Por que tudo é um reflexo da forma como pensamos e agimos. 

E você, está vivendo a vida de quem?

Beijos

***

Deixo como “trilha sonora” desse post uma das minhas músicas preferidas: This is Your Life, interpretado por Ohm Guru (música original: Banderas).

“Onde está seu propósito de vida?/Onde está a sua verdade?/Você lembra dos seus desejos e sonhos?/Não deixe o mundo capturar suas emoções/Essa não é uma história, nem um livro, nem um jogo…é a sua vida!/Não há ensaio/Nem segunda chance/Essa é a sua vida real”

 

This is your (real) life! 🙂

P&R: Livros & Insights

27 jun

Foto: Melina Souza (flickr/melinwonderland)

Olá, Mulheres Conectadas!

Sabe aquela sensação que temos quando gostamos tanto de um livro, que não conseguimos parar de ler?  Pois é, esse é o P&R de hoje para as leitoras do Blog MC.

P&R: Pense num livro que tenha marcado positivamente sua vida.  Aquela história que lhe trouxe alguma reflexão.  Quando terminou de ler o livro, que insight você teve?  Ou seja, que momento dessa história conectou com você; com aquilo que você estava vivendo naquele momento?

Sempre gostei muito de ler.  Embora meus pais tivessem me incentivado muito, no início tive certa dificuldade para entender esse novo universo: mais textos e menos imagens.   Considero esse um rito de passagem.  Foi quando me encantei com “Os Patins de Prata”, de Mary Dodge.  Mais tarde, compreendi que há livros e livros.  Os que eu mais gostava eram aqueles que “falavam comigo”, tocavam minha alma e meu coração.  Desde então, não parei mais de ler…

Compartilhe sua experiência. Conte pra gente que livro mais marcou sua vida!

Bjs!

(veja as dicas de livros das leitoras do Blog na Fan Page do Mulheres Conectadas, Facebook)

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Imagem: Melina Souza

É preciso abandonar as roupas usadas…

18 dez

 

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmosFernando Pessoa

Casa & Boas energias

15 set

 

Nossa casa é nosso templo, nosso refúgio.   Sabia que a energia do ambiente pode influenciar a energia das pessoas?

Muitas vezes não sabemos porque sentimos tristeza, apatia, depressão e desânimo, seja em nossa própria casa ou na casa de outras pessoas.  Ambientes desorganizados e pouco iluminados, sem ventilação e luz natural passam uma péssima impressão.     Em contra partida, lugares bem organizados e  iluminados, ventilado e com janelas amplas, nos causam bem-estar.  Flores e plantas, cores e estampas…tendem a gerar uma sensação maravilhosa quando entramos em uma casa assim.  Sentimos uma paz enorme, leveza, vontade de permanecer ali.

Por isso, é fundamental a limpeza diária e a organização em geral, sobretudo, daqueles objetos que vão ficando pelos cantos da casa, acumulando poeira e interferindo no fluxo de energia do local.  

A manutenção e concerto de tudo que estiver quebrado faz uma enorme diferença, pois a desorganização física influi diretamente na desordem mental e emocional.

Por isso, nada de deixar para depois a troca daquela lâmpada queimada, portas rangendo ou a torneira pigando.  Lembre-se que há uma ligação direta da energia da casa com a nossa…porém, o inverso também é verdadeiro.

Uma coisa que gosto muito é, colocar um aromatizador de ambientes na sala.  É muito agradável chegar em casa e sentir aquele cheirinho gostoso.  Nos quartos, as roupas de cama e as de banho, podem ser passadas com uma fragrância suave…faz toda a diferença no humor das pessoas. 

Isso vale para qualquer lugar: casa, escritório, loja… Aliás, existe uma  loja que eu gosto muito, de moda feminina e produtos para casa, que valoriza muito esse cuidado com a energia do ambiente: flores, plantas, fragrância, água, cristais estão bem posicionados pela loja e, para as boas vibrações dela.

Cuidar da nossa e, da energia da nossa casa é um processo diário e contínuo de amor e de carinho, por nós e por aqueles que amamos e queremos bem.

Qual a sensação que você sente ao entrar em casa?

Por aqui ou por ali…?

19 ago

Às vezes ficamos presos em nossos pensamentos.  Criamos nossos “próprios monstros” que parecem nos impedir de agir. 

A incerteza sobre qual caminho seguir, faz parte do processo de descoberta.  Porém, é preciso agir, dar um passo e depois outro; mesmo que ainda não tenhamos muito claro o caminho que iremos seguir.

A clareza de pensamento vem, à medida que nos envolvemos com alguma coisa.   Só pensar não trás resultado.  É preciso agir, em uma ou outra direção.   A partir desse movimento é possível sentir a nossa escolha, saber se estamos no caminho; e então, decidir seguir em frente ou deixar passar.

Em um determinado momento da minha vida, precisei tomar uma grande decisão.  Não sabia qual caminho seguir.  Tudo parecia confuso, estava insegura, não conseguia exergar adiante…Quando um dia, uma amiga me fez a seguinte pergunta:  “Se você escolher seguir por esse caminho, em 5 anos, como você vê a sua vida?”  Sem que eu tivesse tempo de responder à mim mesma, a primeira pergunta, ela completou: “E se optar por esse outro caminho; é o que você realmente quer para a sua vida?”

Olhar para a frente, fez toda a diferença na minha escolha! 

Se pensarmos adiante, projetar nossa vida para daqui  5 ou 10 anos, esse exercício nos ajudará a tomar decisões mais claras.  Quando visualizamos o cenário com base na realidade atual, fica mais fácil entender aquilo que precisa ser mudado hoje, para alcançar determinado objetivo “lá na frente”.

Há uma frase que eu gosto muito:  ” Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno” – Regina Brett

O que você temia, e que no final acabou sendo mais fácil do que você imaginava?  Vou adorar ouvir sua experiência!

Tenham todas um lindo final de semana!

Bj grande

Conectados: Laços de união

20 jul

Source: HanaP227

Em uma recente viagem ao interior de São Paulo, antes mesmo de chegar ao nosso destino; meu marido e eu paramos em uma cidadezinha localizada nas colinas suaves de um vale, com características simples e charmosas, típicas do interior.    O brilho do sol, ar puro, pássaros cantando, folhas voando, o som das águas descendo o morro…foi nesse cenário que “a vida” nos apresentou uma moça simpática, sorriso nos lábios, tranquila e com sotaque que denunciava sua origem.  

Enquanto escolhíamos – dentre uma variedade enorme de especiarias -, aqueles ingredientes que são a vida e a alma de qualquer tradição culinária -, a moça, com seu jeito próprio de ser,  nos incitava a sentir que o tempo ali, parecia ter outro rítmo e outro sabor…

Pessoas que sequer conhecemos tem uma influência profunda em nossa vida.  Os laços que nos unem seja por uma emoção, um gesto, uma amizade pode afetar nossa vida.   Dependemos das relações sociais para nos moldar, como pessoas melhores.   Os laços fortes são os mais íntimos:  família, melhores amigos, parceiros.  

Nos tempos de hoje, com as mídias sociais, os graus de separação entre as pessoas está diminuindo.  Evidente que ninguém tem 200 melhores amigos, mas é possível manter contato com essas pessoas.  Se somos influenciados, também influenciamos.  Cada pequeno gesto, cada ação conta para moldar o mundo que queremos viver.

Chegando ao nosso destino, enquanto caminhávamos juntos ao ar livre, passou por nós um moço.  Olhou, nos comprimentou com um leve sorriso e seguiu adiante, conduzindo duas pequenas e falantes crianças que estavam montadas a cavalo.  Percebi que ele não me reconheceu, – havíamos estado nesse mesmo lugar, dois anos antes.  Entretanto, isso pouco importava,  pois o seu exemplo de vida,  influenciou e moldou alguma coisa na minha vida.

” A felicidade só é real quando é compartilhada” – Christopher McCandless

Mudança…

20 maio

Mudança gera movimento.  Mas movimento gera mudança.  Portanto, o inverso é verdadeiro também!   Novos horizontes e expectativas.   Mistura de alegria, insegurança, ansiedade, tristeza, sobretudo muito trabalho! Afinal, precisamos carregar nossas coisas junto.  Será que esse processo pode ser mais prazeroso e consciente?

Recentemente mudei de casa.  Da criação do meu blog à minha mudança, até chegar nesse post…muita caixas foram abertas!  Digo que mudar é sempre bom.  A palavra por si só sugere  movimento, transformação, reorientar, redirecionar.  E se for uma mudança de rotina, de caminhos, de casa ou escritório; de cidade ou país, já estaremos fazendo um movimento em nossas vidas.

Mudei para um lugar maior, que propiciou a mim e minha família mais conforto, segurança e bem estar.    Mas não foi só isso.  Durante minha mudança vivenciei um processo muito particular – antes e depois – e que me trouxe algumas reflexões.   Tinha a sensação de não mais me encaixar naquele contexto – em parte dele.  Um processo de abrir mão do antigo para receber o novo: padrão de pensamento; postura; relacionamentos que perderam seu significado; valores que não acreditava mais.  Sem falar nos objetos, roupas, papéis…Quantas coisas acumulamos!  Esse é um excelente momento para passar adiante e se desfazer de coisas que não usamos mais e que não tem mais o mesmo significado de antes.  Se até este momento elas não foram necessárias, descarte-as.

Tem gente que exagera no empacotamento das caixas querendo “enchê-las a qualquer custo”.  Tudo tem seu preço.  O apego também!  Doe para alguma instituição, inclusive há algumas que vão até nossas casas buscar as doações.

Cinco dias antes da data marcada, comecei a mudança pelo meu quarto.  Significativo!  Assim, é possível fazer um pouco por dia.   Fica menos cansativo, além do que  possibilita uma organização maior das nossas coisas.  Entendo que essa é uma atividade muito pessoal, por isso não acho bacana um estranho ter acesso ao nosso mundo particular.  Melhor deixar que eles se encarreguem dos móveis etc.  Fazer essa arrumação pode ser muito prazeroso, tudo depende do foco que damos a isso.

Coloquei uma seleção de músicas, abri bem as janelas.  Comecei  então a redescobrir minhas próprias coisas.  Separei  objetos pessoais,  roupas, cartas, cartões.  Fotografias de família e infância, (importantíssimo para uma canceriana clássica como eu 🙂  Também separei meus livros, agendas, lembranças de viagens…pensamento longe.   Inevitável não pensar em tudo que já vivi:  experiências, lugares que visitei, pessoas que conheci.  Dificuldades superadas, conquistas alcançadas, pessoas que chegaram e foram embora, outras que permaneceram e se transformaram…

Às vezes olhar para trás nos ajuda a olhar para a frente!  Mexer nos armários, em arquivos,  é um processo de reencontro com determinados momentos de nossas vidas.  Certamente encontraremos parte da nossa história ali.  Com um olhar mais apurado e mais maduro, me permiti fazer uma análise mais profunda de quem sou hoje, em quem me transformei.

Mudança é inevitável.  Todos temos que lidar com ela em algum momento de nossas vidas.  Por outro lado, o crescimento é opcional.  Entretanto, pessoas que evitam crescer, muito provavelmente terão dificuldade em alcançar seu potencial.  “Nunca é tarde demais para mudar o rumo de nossas vidas. Se não mudamos, não crescemos, se não crescemos não estamos verdadeiramente vivendo”.   Alfred Nobel

Organização concluída!  Sensação de renovação.  Agora é entrar com o pé direito; seja  na sua nova casa, escritório, emprego ou uma mudança de postura.

Um brinde ao início de um novo ciclo!

E você, tem feito mudanças em sua vida?

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