Dolce Vita (parte II)

28 jul

Olá!

No post anterior abordei, perfil e comportamento das avós do terceiro milênio.  Achei o tema tão interessante que resolvi escrever esse aqui, onde falo de estilo e identidade das mulheres maduras.  A inspiração…minhas avós queridas!

Era uma tarde de sol, ruas movimentadas e pessoas bem vestidas caminhando pelas calçadas da Avenida Paulista.  Enquanto eu dirigia, minha avó (materna) deixava fluir suas lembranças, contando-me passagens interessantíssimas de uma vida rica em experiências.  De origem Libanesa, vovó era uma mulher conservadora, inteligente, bonita e com forte personalidade; e um coração gigante.   Cozinhava divinamente pratos da culinária libanesa.  Adorava receber a família, e costumava reunir a turma de amigas para uma partida de bridge.  Viajou para diversos países e conheceu diferentes culturas, os quais lhe rendeu belas histórias…mas também, um guarda roupa repleto de itens do vestuário clássico ao contemporâneo.   

Durante o bate papo, vovó me interrompeu delicadamente, apontando para uma determinada direção: _ “Era aqui que eu comprava os meus vestidos… Madame Rosita”, disse ela.   Confesso que naquele momento, não entendi muito bem o comentário.  “_Madame quem?”,  perguntei.  Afinal, nossa conversa estava mais para as pirâmides do Egito, do que propriamente para os casarões da Avenida Paulista.  _“Rosa, Rosita…ela era Uruguaia”, completou.  Olhei rapidamente para o lado esquerdo da avenida, acompanhando o braço da vovó, que terminava em um casarão branco.  Nesse meio-tempo, ela continuou: _”no mesmo lugar havia esse Maison, lindo, de alta-costura; vendia-se  Dior, Valentino…”  A conversa rendeu; parecia que tínhamos nos transportamos para os anos 50, em plena Avenida Paulista…

Neta de duas mulheres interessantes e elegantes; minhas avós sempre tiveram estilos próprios. Uma; clássica e discreta:  poucos enfeites e detalhes impecáveis.  Outra;  permitia-se ousar um pouco mais:  salto-alto, tailleurs, saias; gostava de cores, e calças compridas com corte impecável.  Prova suprema de que estilo e identidade se desenvolvem com o tempo. 

Há muita história e memória, por trás do estilo das mulheres com pouco mais idade.  A criatividade, marca a essência de um determinado momento; tornando-as única na forma de vestir.  Isso vale para os dias de hoje.  As mulheres usam o tempo, à seu favor.  Estão mais jovens, conectadas com o mundo; com a moda.  Querem se sentir bonitas, sobretudo, confortável; sem a preocupação do que os outros vão pensar.   Porque a beleza está no brilho dos olhos e na capacidade, que todos temos, de exteriorizar emoções.  Seja ela através das cores do vestuário, de um sorriso ou das palavras. 

As cores influenciam o comportamento das pessoas.  É comprovado que elas tem uma grande influência psicológica sobre o ser humano.  Existem cores que se apresentam como estimulantes, alegres, otimistas, outras serenas e tranquilas.  Só para citar algumas: o vermelho, é símbolo da forma e da vida; o laranja, é energia, transmite força e alegria; o amarelo, estimula o raciocínio, atenção e concentração. 

O vídeo acima, representa bem isso.  Mulheres e homens, usando cores com muita propriedade e criatividade no dia-a-dia.  Do blog Advanced Style, Ari Seth Cohen desenvolve um belíssimo trabalho, fotografando o estreet style nas ruas de Nova York.  Veja algumas imagens.  

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Fonte de inspiração aos que buscam a construção de identidade, com elegância…

Você conhece alguém assim?

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