Meninas: Beleza & Insegurança

1 jul

Quando perguntei, despretensiosamente, para minha filha o que faz as meninas da idade dela quererem parecer mais velhas, ela respondeu: “insegurança”.

Enquanto muitas garotas se sentem bem consigo mesmas, sabem se valorizar e aproveitar cada fase da pré-adolescência; outras da mesma idade, sentem-se  confusas e inseguras; identificam-se com valores que estão além da sua idade conferindo valor excessivo à beleza; como se não fossem bonitas.

Que valores são esses?  De onde eles vêem?

Nenhum grupo é mais vulnerável à pressão de “ser bonita” do que as meninas. Ainda mais numa fase – linda – de descobertas e transformações como essa.  Entretanto, no cenário atual, percebo uma inversão de valores nessa busca pela identidade pessoal.  As meninas se chocam diariamente contra “padrões de beleza” culturalmente definidos  sejam eles transmitidos por  revistas, televisão, amigos ou por mães e pais. Isso dificulta, por exemplo, que meninas inseguras gostem dos seus corpos.   Por isso, é essencial inspirar nossas filhas, sobrinhas, netas a construir uma relação positiva com a beleza, mas de maneira saudável e honesta!

Como?  Imagine um mundo onde todas as meninas pudessem crescer com a auto-estima que precisam para alcançar seu potencial.  Que se sentissem confiantes com sua própria aparência.  Meninas que aprendessem – dentro de casa -, a valorizar sua beleza que é única; independente de raça, religião, forma, cultura e origem.  A construção da auto-estima é papel fundamental na formação de nossas filhas.  É preciso ajudá-las a encontrar seu próprio caminho; estimular valores a fim de sentirem-se seguras e confiantes ao se relacionarem com o mundo; do jeitinho que elas são.

Através das amizades ela aprenderá a lidar com os próprios pontos fracos, a dizer não, ser reconhecida e tratada com respeito.  A relação com a própria aparência e com as mudanças físicas; as escolhas dentro e fora da escola, amizades, modelos de referência são fatores importantes durante o processo.

Apoiar nossas filhas para que elas possam conversar abertamente conosco; perguntar, discutir  principalmente, ouvi-las atentamente.  O dia-a-dia de uma pré-adolescente é um universo rico de experiências e assuntos à nossa disposição: escola, amigos, meninas e meninos, família, beleza, sexualidade, relacionamento, medos, dúvidas, brincadeiras.  Enquanto mantivermos a comunicação aberta, as teremos sempre por perto…Com suas expressões amplas, sorriso aberto,  caretas e risadas.

Diálogo é fundamental, porém tem pouca eficácia se não for acompanhado do exemplo dos adultos.  É bom refletir que a insegurança das meninas pré-adolescentes pode ter a sua origem, no comportamento da própria mãe e pai.  Afinal, somos referência para as nossas crianças.  Mas esse é um assunto para outro post 🙂

 

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