Consumo: Your Own Desires (Meus Desejos)

14 jun

“O clima do Mediterrâneo abriu ontem a 31ª edição do São Paulo Fashion Week. Com o tema Côte D’Azur, o litoral sul francês, foi à passarela”…

Uma frase bem sugestiva para apresentar as tendências do verão 2012; que nessa edição discutirá o tema “Futuros”.  O evento de moda mais importante do pais, e o maior da America Latina completou 15 anos.  Além de valorizar nossas marcas e estilistas que ajudaram a criar a identidade do evento, potencializa a capacidade de gerar negócios no segundo maior setor da economia mundial: o vestuário.

É possível consumir sem ser consumista?

Primeiramente é preciso saber o significado atual da palavra consumismo e depois a diferença entre os dois.  Consumismo é o ato de consumir produtos e/ou serviços, indiscriminadamente, sem noção  de que podem ser nocivos ou prejudiciais para a nossa saúde ou para o ambiente.  No consumo as pessoas adquirem somente aquilo que lhes é necessário para sobrevivência.  No consumismo, a pessoa gasta boa parte do que tem – e do que não tem -, em produtos supérfluos, que muitas vezes não é o que ela precisa, e nem o que vai usar porém é o que ela tem curiosidade de experimentar devido às propagandas nas revistas, internet,  TV e ao  apelo dos produtos de marca. No entanto, a definição de necessidade supérfluas é algo relativo, já que um produto considerado supérfluo para alguém pode ser  essencial para outra, de acordo com as camadas sociais a que a população  pertence.

Voltando a questão, durante anos trabalhei direta e indiretamente com clientes de grandes marcas de moda feminina.  Nesse período, tive oportunidade de observar – de perto –  o comportamento (consumista) de algumas clientes no momento da compra.   Eram mulheres com perfis diversos: independentes, inteligentes, inseguras, bem vestidas, ansiosas, algumas pareciam pessoas felizes e talvez realizadas profissional e pessoalmente.  Porém, algumas delas compravam por impulso, como um ato de canalizar o stress, e a insatisfação da própria vida.  Uma forma de compensar o vazio, ainda que fosse por um objeto/produto.  Mas uma minoria conseguia – sim – transformar essa experiência de compra em algo eficiente e prazeroso, sem necessariamente ser um ato consumista.

Ao olhar ao nosso redor,  é possível encontrar pessoas felizes com elas mesmas.  Conheço algumas, embora tenham suas dificuldades – como todos nós – normalmente estão felizes ou no mínimo serenas.   É um estado de espírito quase que permanente de satisfação/gratidão pela vida ( isso não implica em querer melhorar de vida, trocar de carro, ser promovido, viajar ou até mesmo perder a paciência ou falar umas bobagens).  Independente de qualquer coisa, são pessoas que tem consciência de quem elas são, independente do que possuem.   Sabem distinguir seus próprios valores, dos valores dos outros, e segui-los.

A moda não é algo presente apenas nas roupas.  A moda está no céu, nas ruas, a moda tem a ver com idéias, a forma como vivemos, o que está acontecendo” – Coco Chanel

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: